
A morte de um artista sempre nos entristece, ainda mais quando a pessoa se vai de forma repentina e inesperada como foi o caso do Chorão na madrugada de hoje. Nessas horas fica sempre difícil ser objetivo até porque a força dos eventos naturalmente nos deixa menos focados. Portanto é difícil nesse momento querer medir a exata importância da banda e dele dentro da nossa música, onde ele acertou e onde errou e tantas outras coisas que, sinceramente, agora são irrelevantes e deverão ser analisadas daqui algum tempo.
Por ora o que podemos dizer com certeza é que Chorão deixou uma obra que pode sim ser chamada de vasta. São nove discos de estúdio sem contar o décimo que já estava pronto, e mais dois trabalhos ao vivo, um verdadeiro recorde se compararmos com a produção de seus colegas de geração.

1970 - 2013
Mas além da quantidade, também podemos afirmar que os trabalhos da banda todos mantinham um certo padrão. O som da banda nunca foi para todo mundo e o vocalista sabia bem disso, daí a preocupação maior em agradar aos seus inúmeros fãs ao invés de ficar tentando emplacar um hit no rádio ou na novela a todo custo. No momento é assim que devemos nos lembrar de Chorão: como um cara simples, que passou por dificuldades mas nunca desistiu de seu sonho.
Foi a sua obstinação que o fez ir até o fim até que a sua banda conseguisse um lugar ao sol. E foi essa mesma obstinação que o fez prosseguir mesmo nos momentos mais complicados. Mesmo que você nunca tenha gostado da banda ou simpatizado com o vocalista, não se pode negar que ele deixa uma lição de que vale sim correr atrás dos seus ideias principalmente se você realmente acredita neles.
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